sábado, 3 de janeiro de 2009

Fera, mas bela

Experimento você em mim
Não vejo lógica nesse buscar constante.
Essa vida itinerante de passeios por mim me cansa.
Meus diversos olhares e faces me assustam.
Quero encontrar com você à qualquer tempo, ao vento, no relento
Mas para isso, preciso me achar:
entre brumas, sombras ou névoa.
Mil tambores ressoam dentro de mim.
Cânticos, ritmos estranhamente familiares.

Me pergunto:
Serei eu luz e você sombra, ou eu sombra e você luz?
Dispensável reflexão, já que luz e sombra se enamoram.
O que resta?
A espera. Essa constante fera,
Que em horas me dilacera, em outras, devolve-me o sentido
De ser oque sou: as vezes, bela.

É Proibido
Se é proibido falar de amor,
também não falarei de guerras.
Se hoje, o tempo é outro e no lugar de flores,
a defesa reveste as paisagens,
faço-me então, de jardineiro
e planto semesntes de coragem ao chão.

Se o medo de ousar permeia e ronda a todos
Como fantasmas na escuridão,
furto-me da visão,
nego-me este sentido se preciso for!

Se amar tornou-se ameaça à liberdade,
quero preeencher-me de celas e algemas
para quem sabe assim,
finalmente sentir-me livre.

Se o medo de cair ao chão,
não permite se quer o vôo,
Faço-me de borboleta, meio zonza, meio tonta
Em busca de luz.

Não falarei de amoré proibido.
Não falarei de cores e flores é "piegas".
Não falarei em ousadia
Não falarei de sonhos.
Apenas ficarei muda, esperando o amanhecer...
Este, é inevitável.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Se queres saber quem sou, olha-me nos olhos sem medo

Se o medo porém, for maior, além de você, assuma-o

Seja íntegro contigo mesmo e permita-se esse sentimento

Não há fantasma pior, do que aquele criado pela covardia de não querer ser oque se é...